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Ficha técnica
Acer rubrum
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Acer rubrum

Bordo-vermelho americano para jardins de solo ácido no norte

Ácer-vermelho · Acer rubrum

Ácer de porte médio a grande, especificado por paisagistas em parques, campus universitários e arruamentos residenciais sobre solos ácidos do Norte e Centro, sempre que o critério dominante for a fiabilidade da viragem outonal em escarlate.

  • Folhagem que vira a escarlate denso em fins de Outubro
  • Cor de Outono que se mantém na árvore semanas a fio
  • Flores vermelhas em Março, antes da folha, sobre os ramos
Acer rubrum
Acer rubrum
Acer rubrum
TamanhoExtra Large
Altura adulta i12–20 m
Envergadura adulta9–15 m
FolhagemCaduca
PorteArredondada, Vertical
Tolerância ao calorModerada
Resistência à secaModerada
SolSol pleno, Meia sombra
Zona de rusticidadeZona 3a–9a

Sobre esta espécie

Em alinhamento e em maciço, o Acer rubrum ocupa um lugar próximo do bordo comum (Acer pseudoplatanus), com silhueta mais regular em poda de formação e copa oval ascendente que evolui para forma arredondada no exemplar adulto. Atinge em cultura europeia 18 a 25 m de altura, com fuste recto e ramificação ordenada, e tolera bem a poda de elevação para libertar…
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Em alinhamento e em maciço, o Acer rubrum ocupa um lugar próximo do bordo comum (Acer pseudoplatanus), com silhueta mais regular em poda de formação e copa oval ascendente que evolui para forma arredondada no exemplar adulto. Atinge em cultura europeia 18 a 25 m de altura, com fuste recto e ramificação ordenada, e tolera bem a poda de elevação para libertar gabarito de circulação em arruamento.

O ponto técnico decisivo desta espécie é a sua exigência edáfica: comporta-se de forma fiável apenas em solos ácidos a ligeiramente ácidos, manifestando clorose férrica e manganésica em solos calcários ou de pH elevado, com perda progressiva de vigor e de coloração outonal. Esta característica define a sua geografia de aplicação em Portugal: os solos graníticos e xistosos do Minho, Beira interior e Trás-os-Montes oferecem condições óptimas, enquanto os calcários compactos da Estremadura e do Algarve litoral exigem correcção edáfica prévia ou inviabilizam a espécie.

Tolera bem encharcamento sazonal, característica herdada do habitat ripícola na América do Norte oriental, o que o torna útil em zonas de drenagem lenta e em margens de linhas de água permanentes. A tolerância à seca estival é moderada e melhora após o terceiro ano em condições ácidas frescas, mas não dispensa rega de manutenção em verão prolongado no interior. Resiste sem dano a mínimas muito abaixo das registadas em Portugal continental. A tolerância ao salitre é moderada, suficiente para arruamentos urbanos do litoral mas não para primeira linha atlântica exposta.

A floração precede a foliação no início da primavera, em pequenos cachos vermelhos vistosos sobre lenho nu, seguida de samaras igualmente avermelhadas. A folhagem estival é verde média e densa, oferecendo ombra plena de copa fechada a partir do quinto ano em situação favorável. A viragem outonal é o argumento estruturante para a sua especificação: vermelho escarlate intenso e estável, mais fiável que o de qualquer outro bordo de grande porte plantado na Europa, prolongando-se até final de Novembro em condições atlânticas. Em projecto municipal com exigência de cor outonal em caderno de encargos, é das poucas espécies que entrega esse critério com baixa variabilidade entre exemplares.

Recursos

Aconselhamento sobre esta espécie

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  • Produção própria
  • Exemplares adultos
  • Resposta em 1–2 dias
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