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Ficha técnica
Cercis siliquastrum
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Cercis siliquastrum

Floração rosa-púrpura em ramos nus para jardins mediterrânicos

Olaia · Cercis siliquastrum

Árvore mediterrânea de pequeno a médio porte para praças, jardins urbanos e alinhamentos secundários em solo seco a calcário, especificada pela floração purpúrea sobre madeira nua em Março e pela coroa arredondada conduzida em fuste único ou em multitronco.

  • Cachos rosa-púrpura brotam dos ramos nus e da madeira velha em Abril e Maio
  • Copa arredondada e modesta, muitas vezes multitronco, de pequeno porte
  • Folhas cordiformes bronze ao emergir, verde no Verão, amarelo-castanho no Outono
Cercis siliquastrum
Cercis siliquastrum
Cercis siliquastrum
Cercis siliquastrum
TamanhoLarge
Altura adulta i5–10 m
Envergadura adulta5–10 m
FolhagemCaduca
PorteArredondada, Multi-tronco
Tolerância ao calorAlta
Resistência à secaAlta
SolSol pleno
Zona de rusticidadeZona 6a–9b

Sobre esta espécie

A Olaia é uma espécie longamente naturalizada no centro e sul de Portugal, habitualmente especificada em maciço, em alinhamento secundário ou como exemplar isolado em praça. O porte mantém-se entre 5 e 8 m em condições portuguesas, com coroa arredondada equivalente em envergadura e hábito frequentemente multitronco quando conduzido a partir de jovem. Em…
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A Olaia é uma espécie longamente naturalizada no centro e sul de Portugal, habitualmente especificada em maciço, em alinhamento secundário ou como exemplar isolado em praça. O porte mantém-se entre 5 e 8 m em condições portuguesas, com coroa arredondada equivalente em envergadura e hábito frequentemente multitronco quando conduzido a partir de jovem. Em fuste único, a condução em viveiro define a altura de copa e a regularidade da inserção, o que justifica a especificação de exemplar formado.

Comporta-se em pleno sol, em solos bem drenados, com tolerância marcada a substratos calcários, argilo-calcários e francos, incluindo os calcários compactos da bacia de Lisboa e da Estremadura. A tolerância à seca estival é alta uma vez instalada, sustentada pelo sistema radicular profundo da família Fabaceae, mas a espécie não suporta encharcamento prolongado nem solos com drenagem deficiente. O salitre é mal tolerado, o que a exclui da primeira linha costeira atlântica; a partir do segundo alinhamento, em situação abrigada, comporta-se sem queimadura foliar.

O género Cercis não se encontra sob pressão fitossanitária activa em Portugal comparável à da chalarose do freixo ou ao nemátodo do pinheiro; os agentes mais frequentes são o psilídeo Cacopsylla pulchella, com efeito estético sobre a folhagem jovem, e o cancro do tronco em exemplares debilitados por encharcamento. A espécie é reconhecidamente sensível à transplantação, particularidade que penaliza o pegamento em planta jovem desenraizada e que recomenda exemplar com torrão consolidado para entrada directa em projecto.

A floração ocorre sobre madeira nua entre finais de Março e Abril, com inflorescências roxo-purpúreas a aparecer directamente no tronco e nos ramos principais, fenómeno que sustenta a sua especificação onde se procura interesse de Primavera antes da folhação. A folha cordiforme abre bronze-avermelhada, estabiliza em verde profundo no Verão e vira para amarelo no Outono; as vagens achatadas e purpúreas persistem até ao Inverno. Originária do Mediterrâneo oriental e longamente naturalizada na Península Ibérica sem comportamento invasor documentado, integra com facilidade paletas em que o sobreiro ou o medronheiro fixam o registo autóctone.

Recursos

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  • Produção própria
  • Exemplares adultos
  • Resposta em 1–2 dias
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