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Ficha técnica
Melia azedarach
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Melia azedarach

Sombra rápida e floração perfumada para jardins de pouca rega

Mélia · Melia azedarach

Árvore caduca de crescimento rápido e copa arredondada, a mélia ocupa em arruamento ou separador central o lugar de um plátano de sombra onde se procure projecção de copa em menos de cinco anos, com menor exigência hídrica e sem susceptibilidade ao cancro colorido.

  • Crescimento rápido, dá sombra num jardim novo em dois ou três anos
  • Floração perfumada em lilás claro entre Abril e Junho
  • Folhagem bipinada fina que filtra a luz sem a bloquear
TamanhoLarge
Altura adulta i8–15 m
Envergadura adulta6–10 m
FolhagemCaduca
PorteArredondada, Alargada
Tolerância ao calorAlta
Resistência à secaAlta
SolSol pleno
Zona de rusticidadeZona 7b–11a

Sobre esta espécie

A mélia forma uma copa arredondada a aberta, tipicamente entre 7 e 12 m de altura e 6 a 10 m de envergadura, com folhagem bipinada que confere textura leve e sombra filtrada durante o período vegetativo. O fuste desenvolve casca castanho-escura com sulcos longitudinais estreitos e manchas claras na maturidade. O crescimento é rápido: em condições favoráveis…
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A mélia forma uma copa arredondada a aberta, tipicamente entre 7 e 12 m de altura e 6 a 10 m de envergadura, com folhagem bipinada que confere textura leve e sombra filtrada durante o período vegetativo. O fuste desenvolve casca castanho-escura com sulcos longitudinais estreitos e manchas claras na maturidade. O crescimento é rápido: em condições favoráveis de exposição plena e solo bem drenado, atinge porte funcional para alinhamento em três a cinco anos após transplantação.

A floração ocorre entre Abril e Junho, em panículas axilares de 20 a 40 cm com flores lilás de aroma intenso, frequentemente descrito como achocolatado. Os frutos são drupas amarelas de cerca de 1 cm, que persistem na árvore após a queda da folha e prolongam o interesse visual durante o Inverno. A folhagem vira para amarelo dourado no Outono, proporcionando uma fase cromática estável antes da desfolha.

A tolerância ao calor e ao stress hídrico é elevada: a espécie comporta-se bem em solos arenosos, francos e calcários bem drenados, e resiste a períodos prolongados de seca estival uma vez estabelecida. Resiste a temperaturas mínimas de cerca de -15 °C, o que a torna viável em todo o território continental, incluindo situações de geada moderada no interior norte. É praticamente imune a pragas e doenças em condições portuguesas, o que a posiciona como alternativa funcional em géneros sob pressão fitossanitária. Exige exposição plena; tolera salinidade moderada.

Há, porém, condicionantes de projecto que devem ser ponderadas. A longevidade média situa-se em cerca de vinte anos, significativamente abaixo de espécies como o plátano, a tília ou o sobreiro, o que implica custos de reposição previsíveis a médio prazo. A madeira é relativamente frágil, com susceptibilidade a quebra de ramos em episódios de vento forte; a poda de formação precoce para reduzir ramificação lateral pesada é recomendável em alinhamentos expostos. Os frutos são tóxicos para mamíferos quando ingeridos em quantidade, facto relevante para espaços de uso público com crianças ou animais domésticos. Adicionalmente, a espécie está sinalizada como invasora em vários contextos internacionais e naturaliza-se com facilidade através de dispersão ornitocórica; em projecto municipal, importa verificar o enquadramento regulamentar local e prever gestão dos exemplares espontâneos.

Recursos

Aconselhamento sobre esta espécie

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  • Produção própria
  • Exemplares adultos
  • Resposta em 1–2 dias
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