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Ficha técnica
Nyssa sylvatica
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Nyssa sylvatica

Cor de Outono que nenhuma árvore portuguesa iguala

Tupelo · Nyssa sylvatica

Espécie norte-americana de crescimento lento e folhagem caduca com viragem cromática outonal entre as mais intensas do catálogo, posicionada para projectos em solos ácidos onde se procura uma alternativa ao Liquidambar styraciflua com menor agressividade radicular e maior tolerância ao encharcamento sazonal.

  • Entre Outubro e Novembro vira a escarlate, púrpura e laranja na mesma árvore
  • Cor saturada e persistente que se mantém duas a três semanas
  • Folhagem verde escura lustrosa em camadas que dá sombra fresca e filtrada
Nyssa sylvatica
Nyssa sylvatica
TamanhoExtra Large
Altura adulta i10–20 m
Envergadura adulta6–10 m
FolhagemCaduca
PorteCónica, Vertical
Tolerância ao calorModerada
Resistência à secaModerada
SolSol pleno, Meia sombra
Zona de rusticidadeZona 3b–9a

Sobre esta espécie

Nyssa sylvatica apresenta porte cónico a piramidal, com fuste direito e ramificação lateral em ângulo recto, atingindo 10 a 20 m de altura e 6 a 10 m de copa em maturidade. A silhueta estruturada dispensa poda de formação intensiva e adapta-se a alinhamentos urbanos de largura média. Em contexto de projecto, ocupa o lugar de um Liquidambar styraciflua com a…
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Nyssa sylvatica apresenta porte cónico a piramidal, com fuste direito e ramificação lateral em ângulo recto, atingindo 10 a 20 m de altura e 6 a 10 m de copa em maturidade. A silhueta estruturada dispensa poda de formação intensiva e adapta-se a alinhamentos urbanos de largura média. Em contexto de projecto, ocupa o lugar de um Liquidambar styraciflua com a vantagem de um sistema radicular menos superficial e menor tendência para levantar pavimentos em caldeira.

A folhagem é densa, verde escura e lustrosa durante o Verão, com viragem outonal que percorre amarelo, laranja, escarlate e púrpura, mantendo-se estável durante duas a três semanas. Esta amplitude cromática é uma das mais fiáveis entre as caducifólias disponíveis no mercado ibérico e constitui critério de especificação em projectos municipais onde a cor de Outono é valorizada como elemento funcional do espaço público.

A espécie exige solo ácido: comporta-se bem em solos franco-argilosos e franco-arenosos com pH inferior a 6,5, tolera encharcamento sazonal e drenagem deficiente, mas recusa solos calcários compactos. Esta exigência edáfica restringe a sua utilização em Lisboa e no Algarve interior, mas torna-a adequada para o Minho, Trás-os-Montes ocidental, a Beira Litoral e zonas do Grande Porto onde predominam solos graníticos ácidos. Resiste a mínimas de -35 °C, pelo que o frio invernal em território nacional não constitui limitação.

O sistema radicular é pivotante e profundo, o que favorece a estabilidade ao vento e reduz conflitos com infraestruturas subterrâneas, mas dificulta a transplantação em exemplares mal preparados. Em árvores produzidas em viveiro com torrão bem formado e raízes conduzidas, o pegamento é viável desde que a plantação ocorra em período de dormência. O crescimento é lento: em condições favoráveis, são expectáveis oito a dez anos até coroa estabelecida em projecto.

A resistência fitossanitária é elevada, sem pragas ou doenças de relevância documentadas na Europa. Esta robustez sanitária, combinada com a longevidade comprovada da espécie (exemplares com mais de 650 anos documentados na sua área de distribuição nativa), confere segurança à sua especificação em projectos de longa duração onde a substituição precoce de árvores representa um custo significativo.

Recursos

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  • Produção própria
  • Exemplares adultos
  • Resposta em 1–2 dias
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