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Ficha técnica
Parrotia persica
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Parrotia persica

Cor de Outono e casca escultórica num porte contido

Parócia · Parrotia persica

Espécie pouco especificada no mercado português mas com desempenho confirmado em clima atlântico e mediterrânico temperado. Ocupa em caldeira o lugar de um Liquidambar ou de um Acer, com menor exigência hídrica, resistência fitossanitária comprovada e interesse ornamental distribuído por todo o ano.

  • Cor outonal que percorre do amarelo ao carmesim em bom sol
  • Tronco que descama em placas, mosaico de verde, branco e castanho claro
  • Copa larga e aberta sobre vários troncos entrelaçados, presença escultórica
Parrotia persica
Parrotia persica
Parrotia persica
Parrotia persica
TamanhoLarge
Altura adulta i6–12 m
Envergadura adulta6–10 m
FolhagemCaduca
PorteAlargada, Multi-tronco
Tolerância ao calorModerada
Resistência à secaModerada
SolSol pleno, Meia sombra
Zona de rusticidadeZona 4b–8b

Sobre esta espécie

A Parrotia persica é uma caducifólia de crescimento lento que forma copa larga e densa, atingindo 6 a 12 m de altura e 6 a 10 m de envergadura em cultivo. O porte natural é frequentemente multi-tronco e espraiado, mas responde bem à poda de formação para fuste único, o que a torna compatível com caldeiras de dimensão contida em arruamentos e praças. A…
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A Parrotia persica é uma caducifólia de crescimento lento que forma copa larga e densa, atingindo 6 a 12 m de altura e 6 a 10 m de envergadura em cultivo. O porte natural é frequentemente multi-tronco e espraiado, mas responde bem à poda de formação para fuste único, o que a torna compatível com caldeiras de dimensão contida em arruamentos e praças. A madeira é extraordinariamente dura e a estrutura ramificada, com tendência para inoscular, confere elevada resistência ao vento e às tempestades.

O sistema radicular é pouco agressivo e não apresenta os problemas de levantamento de pavimentos associados ao plátano ou ao choupo. Tolera solos compactados, argilosos e calcários bem drenados, comportando-se igualmente em substratos ácidos e em solos arenosos pobres. Adapta-se a situações de encharcamento sazonal, o que lhe confere versatilidade em projectos com drenagem deficiente. Em exposição plena desenvolve melhor a cor outonal; em meia-sombra mantém vigor vegetativo sem perda significativa de densidade foliar.

A tolerância à seca é moderada: uma vez estabelecida, dispensa rega suplementar em condições atlânticas do Minho ao Mondego, mas em Lisboa e a sul beneficia de rega de apoio nos primeiros verões. Resiste a mínimos de -19 °C confirmados em cultivo europeu e suporta picos de 41 °C sem dano foliar registado. Não apresenta problemas fitossanitários relevantes no contexto europeu, o que a distingue claramente de géneros sob pressão activa como Fraxinus, Platanus ou Castanea.

O interesse ornamental distribui-se por quatro estações. Em Fevereiro e Março, antes da rebentação, surgem flores apétalas com estames vermelhos visíveis sobre ramos nus. A folhagem primaveril emerge avermelhada, passa a verde escuro brilhante no verão e vira para amarelo, laranja, carmesim ou púrpura no outono, frequentemente com várias tonalidades na mesma copa. No inverno, o ritidoma esfoliante revela um mosaico de verde, branco e castanho claro que recorda o padrão do plátano, mantendo presença visual em praça pública durante os meses sem folha.

Recursos

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  • Produção própria
  • Exemplares adultos
  • Resposta em 1–2 dias
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